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Qual é o papel do gestor na cultura da inovação da empresa?

A cultura da inovação é eminente em organizações cuja prioridade é a eficiência operacional, e não à toa. Ela é responsável por implementar processos enxutos, mais eficazes e qualificados na rotina da empresa, dentre outras vantagens.

Apesar de haver grandes empecilhos para o desenvolvimento dessa cultura no Brasil — dificuldade de conseguir financiamento, falta de incentivo tributário e profissionais menos qualificados para lidar com tecnologia —, é de responsabilidade dos gestores garantir a implementação de mudanças. Então, se você é um deles e têm consciência dessa importância, continue a leitura deste post!

A influência da cultura da inovação no âmbito organizacional

Segundo o relatório Global Entrepreneurship Monitor — Empreendedorismo no Brasil, divulgado em 2016, países mais avançados economicamente (como Estados Unidos, Canadá e Austrália) são caracterizados por terem seus negócios impulsionados pela inovação.

Isso quer dizer que eles incentivam o conhecimento intensivo e a modernização em todos os setores da economia. Além disso, seus produtos são desenvolvidos com base em pesquisas, informações precisas e pessoas motivadas — principalmente por disponibilizar ferramentas adequadas de trabalho e um ambiente laboral mais harmonioso.

Já o Brasil ocupa uma posição mais alta entre os países impulsionados por eficiência — caracterizados por ganhos em escala (processos altamente repetitivos) e pelo avanço industrial. E é essa diferença de processos que garante a diferença nos resultados.

Os principais requisitos para essa implementação

Em primeiro lugar, a tecnologia é essencial. Não podemos falar de inovação e deixar de lado tendências como Big Data, Machine Learning, Inteligência Artificial e outras capazes de influenciar inúmeros perfis de negócio a se tornar agentes da transformação digital.

Paralelamente a isso, como dissemos, cabe ao gestor incentivar o surgimento de lideranças capazes de:

  • horizontalizar estruturas;
  • delegar responsabilidades para desburocratizar processos;
  • encorajar iniciativas para enxergar novas possibilidades;
  • assumir riscos inerentes a esse novo conceito.

Como incentivar a cultura da inovação na empresa

Aproveite encontros entre equipes de trabalho

Grandes empresas costumam ter enraizada em sua rotina a realização de reuniões para discutir o planejamento estratégico, os objetivos de negócio e as metas a serem alcançadas. Já em pequenas e médias empresas, esse tipo de encontro ocorre pontualmente, principalmente na eminência de problemas ou necessidades urgentes.

Em todos os casos, reuniões são importantes. Mas essa oportunidade também pode ser aproveitada para receber feedbacks dos colaboradores e de todos aqueles envolvidos diretamente nos processos. Busque motivar a participação deles nas decisões e sugestões de mudanças, principalmente por estarem envolvidos diretamente no uso das ferramentas escolhidas para garantir esse desenvolvimento.

Crie oportunidades de participação em diferentes situações

A cultura da inovação costuma ser associada à inserção de ferramentas mais eficientes, para suportar processos ágeis e qualificados. Isso é verdade — mas não é suficiente. Seus resultados podem ser potencializados com equipes motivadas, metodologias de trabalho aperfeiçoadas e um bom networking.

Quando são incentivados a participar ativamente, os colaboradores criam uma expectativa acerca do reconhecimento que podem receber por mudanças significativas à lucratividade do negócio. Isso faz com que eles se preparem melhor diariamente, buscando conhecimento de outras formas e tentando ampliar habilidades e minimizar erros.

Naturalmente, a empresa também se beneficia com esse cenário, pelas mudanças sugeridas e pelo próprio crescimento profissional de seus colaboradores, que se tornarão mais produtivos.

Uma técnica interessante para estimular essa rotina é a Teoria dos 15%. Basicamente, trata-se de conceder aos colaboradores 15% do tempo do expediente de trabalho para dedicação total a novos projetos. A ideia é que eles sejam criativos e livres nesse período — contanto que o programa se relacione diretamente ao setor de atividade da empresa.

Desenvolva um núcleo (laboratório) de inovação

Os laboratórios de inovação são estruturas físicas, ou seja, áreas da empresa delimitadas exclusivamente para aquele objetivo ou evento periódico, que ocorre em datas previamente estipuladas pela organização. Em ambos os casos, seu uso é de extrema importância para a incentivar a participação dos profissionais aos projetos de inovação.

A título de exemplo, podem ser organizadas aqui:

  • maratonas de programação (hackathon);
  • uso de jogos (gamification, ou gamificação) como ferramentas de avaliação de habilidades e análise comportamental;
  • dinâmicas interdisciplinares; entre outros.

Forme um time multidisciplinar

Não há dúvida de que a multidisciplinaridade é essencial para suportar um ambiente organizacional transformado digitalmente. Hoje, o profissional qualificado como 4.0 precisa ter habilidades cognitivas, ser capaz de antever cenários (para, de forma proativa, realizar as mudanças necessárias), ser familiarizado com a tecnologia, entre outras competências.

Quanto aos gestores, cabe a eles formar times plurais, compostos por pessoas com diferentes opiniões sobre os mais diversos temas, históricos de vida distintos e aptidões variadas. Afinal, é preciso entender que as pessoas possuem capacidades diferentes umas das outras — e, justamente por esse motivo, podem desempenhar melhor certas funções mais adequadas ao seu perfil.

Outra forma de motivar o desenvolvimento dessas competências é o job rotation. Como o nome já sugere, trata-se de realizar um rodízio entre os profissionais para que suas funções sejam executadas por outras pessoas periodicamente. Assim, como todos exercitam a atuação nos cargos que compõem o quadro de trabalho, a empresa se torna menos dependente da qualificação específica dos colaboradores, e aqueles mais comprometidos têm a chance de desenvolver novas habilidades.

Cabe ainda aos líderes fornecer treinamentos, cursos e workshops, além de disponibilizar todas as ferramentas necessárias para que os profissionais tenham capacidade de realizar suas tarefas da melhor forma possível. Isso abrange desde computadores e dispositivos móveis até um bom mobiliário, acesso à internet etc.

A importância da liberdade para a inovação

Como vimos até aqui, para impulsionar uma cultura de inovação os gestores precisam incentivar a participação dos colaboradores nos processos de negócio e explorar iniciativas. Também é preciso inibir, em si, qualquer atitude que transmita um ar de superioridade e reprima entre os profissionais essa atuação. Do contrário, a falta de abertura bloqueia ideias que poderiam tornar a empresa mais competitiva, ou seus produtos e serviços mais rentáveis.

Lembre-se de que insights não acontecem em ambientes engessados, mas sim em empresas horizontalizadas, cujos níveis hierárquicos não reduzem a liberdade de atuação no ambiente laboral.

Enfim, gostou do artigo? Agora que você já sabe quais são os requisitos tangíveis para privilegiar a cultura da inovação na empresa, aproveite para entender melhor o conceito de Big Data e como ele também pode impulsionar a transformação digital do seu negócio!

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